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Câncer de mama: novas informações sobre fatores de risco estudados pelo Institute of Medicine
A fundação Susan G. Komen for the Cure solicitou ao Institute of Medicine (IOM) uma revisão das evidências atuais de interações entre genética e ambiente em relação ao câncer de mama e dos desafios de pesquisas, uma exploração das ações baseadas em evidências para reduzir o risco desse tumor e recomendações de novas diretrizes para as pesquisas futuras.
De maneira geral, o IOM descobriu que grandes avanços foram feitos na compreensão do câncer de mama e de seus fatores de risco, mas que precisamos aprender mais sobre suas causas e como evitá-lo. As informações sugerem que as mulheres podem ser mais suscetíveis a alguns fatores de risco durante certas fases da vida.
Dos fatores ambientais analisados, aqueles com evidências mais consistentes de uma associação com um risco aumentado para o câncer de mama incluem: radiação ionizante, terapia hormonal combinada com estrogênio e progestina, ganho de peso principalmente na pós-menopausa. Também foi observado que quanto maior a atividade física realizada, menor o risco. Para outros fatores, as evidências de estudos em humanos são limitadas, contraditórias ou ausentes.
O IOM concluiu que as mulheres têm algumas oportunidades para reduzir seu risco de câncer de mama por meio de ações pessoais, tais como:
Evitar radiações ionizantes desnecessárias ao longo da vida.
Evitar o uso da terapia hormonal combinada, quando possível.
Evitar o cigarro.
Limitar o consumo de álcool.
Aumentar a atividade física.
Minimizar o ganho de peso, principalmente na pós-menopausa.
Para fazer uma abordagem de estudos sobre o câncer de mama nos diferentes estágios de vida de uma mulher, foram feitas recomendações de pesquisa que incluem o desenvolvimento de melhores ferramentas para pesquisas epidemiológicas e testes com produtos químicos e outras substâncias que possam causar o câncer, além do desenvolvimento de intervenções eficazes de prevenção, melhores abordagens para modelagem de riscos do câncer de mama e melhor comunicação sobre os riscos de desenvolver este tipo de tumor.
O Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) estima cerca de 520 mil novos casos da doença em 2012. A publicação Estimativa 2012 – Incidência deCâncer no Brasil, lançada nesta quinta-feira, 24 de novembro, marca o Dia Nacional de Combate ao Câncer, celebrado no dia 27 de novembro, e vale para o período de 2012 a 2013. A novidade são as sete novas localizações de câncer que entraram no ranking dos tumores mais frequentes do País.
Os tipos de câncer mais incidentes nas regiões brasileiras são os de pele não melanoma, próstata, mama epulmão. As sete novas localizações de tumores são bexiga, ovário, tireoide (nas mulheres), Sistema NervosoCentral, corpo do útero, laringe (nos homens) e linfoma não Hodgkin.
Esta divulgação disponibiliza aos gestores de saúde e, especificamente, aos da atenção oncológica, informações fundamentais para o planejamento das políticas públicas de forma regionalizada, segundo informa o diretor-geral do INCA, Luiz Antonio Santini.
Desconsiderando o câncer de pele não melanoma (tumor com baixa letalidade), entre o sexo masculino ocâncer de próstata permanecerá como o mais comum, seguido pelo de pulmão, cólon e reto, estômago, cavidade oral, laringe e bexiga. Já entre as mulheres, a glândula tireoide, de modo inédito, aparece no quinto lugar geral, atrás do câncer de pele não melanoma, mama, colo do útero, cólon e reto. Na sequência vêm os tumores de pulmão, estômago e ovário.
Válidas também para 2013, já que são elaboradas a cada biênio, as estimativas não podem ser comparadas com anos anteriores, uma vez que não tem como referência a mesma metodologia nem as mesmas bases de dados, tendo em vista que houve melhorias tanto na quantidade quanto na qualidade das séries históricas de incidência e mortalidade.
Fonte: INCA
